Nossa Cena – Oganpazan https://homolog.oganpazan.com.br Oganpazan Mon, 11 Aug 2025 21:57:27 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.1 “Ágil”, Áurea Semiseria segue altiva ao longo de uma trajetória de 10 anos no rap! https://homolog.oganpazan.com.br/2025/08/11/agil-aurea-semiseria-segue-altiva-ao-longo-de-uma-trajetoria-de-10-anos-no-rap/ https://homolog.oganpazan.com.br/2025/08/11/agil-aurea-semiseria-segue-altiva-ao-longo-de-uma-trajetoria-de-10-anos-no-rap/#respond Mon, 11 Aug 2025 21:57:27 +0000 https://oganpazan.com.br/?p=38851 Em um belo audiovisual, Áurea Semiseria apresenta uma reflexão sobre o seu corre nesses últimos 10 anos no rap e na cultura Hip-Hop.

Áurea Semiseria

Eu nunca vou esquecer do vozeirão que me arrepiou no Pelourinho cantando Zé do Caroço da mestra Leci Brandão, então chamada Áurea Maria. Era 2016 e de lá pra cá, pude acompanhar o desenvolvimento muitas vezes atomizado, dela que se tornou Áurea Semiseria. Muitas participações, cypher’s, e o primeiro EP Roxo GG (2017) – minha camisa segue aqui. Ser uma MC preta, gorda, LGBTQIA+ e nordestina não a impediu de chegar na Letônia, com escala na Inglaterra. 

Porém, é uma luta que muitas vezes parece ser inglória, sobretudo por conta de uma indústria que visa apagar produções como as de Áurea Semiseria, em uma cidade como Salvador que está mais para túmulo da música. Mas também, porque a maioria das pessoas tendem a esquecer o “corpus” de um trabalho construído ao longo de uma década, sem investidores e sem hype algum. 

Nestes últimos dez anos, tendo acompanhando de perto os movimentos do Rap baiano, não é exagero algum dizer que Áurea Semiseria é um dos nomes que foram responsáveis pela qualidade e diversidades de produções. Não é preciso lembrar que durante à última década surgiram e sumiram diversos artistas, talentosos também, mas que não seguraram o rojão da invisibilidade e não foram se ligaram para a necessidade de ser “Ágil”, neste jogo. 

Com uma rápida passagem pela Balostrada Rec., onde gravou e lançou duas track: Onze (prod. Owé) e o clássico contemporâneo TUDUDUDU (prod. 2Kike), Áurea veio se movimentando, buscando saídas para não estagnar e murchar. No ano passado lançou o seu primeiro álbum “Semiseria” com beats do El Lif Beatz, ÉoCROSSS e do Mu540. O disco trouxe feats da Iza Sabino, da Una e do Big Bllakk e apresentou uma concepção estética sólida e a sua versatilidade como MC capaz de rimar em qualquer tipo de beat. 

-Leia a resenha da nossa colunista Mara Mukami sobre o último disco da Áurea Semiseria!

Versatilidade que levou a artista baiana ao Brasil Grime Show, que esse ano a colocou no single “Isqueiro” junto a lenda Deize Tigrona. É essa a definição sobre ser “Ágil” e é de certa forma o tema do bonito audiovisual recém lançado por Áurea Semiseria e gravado no ancestral parque São Bartolomeu tendo a Pedra de Xangô como “cenário”. Com direção de Paulo Jordan e produção musical da dupla Saboya & OG Bahia, o single nos relembra que a MC de Cajazeiras pulou de revelação à veterana sem escalas, mas com muita luta.

O videoclipe publicado no canal da produtora Complexo Nine, é simples e certeiro, com uma produção muito bem feita. A música é uma reflexão destes últimos 10 anos no cenário do rap baiano e brasileiro, sobre as oportunidades e as concessões negadas pela artista. Ao mesmo tempo, afirma-se na luta apesar da vontade de desistir – algo que tenta a muitos artistas independentes – e a dificuldade de se manter no jogo.  

O beat swingado chegado pro boombap, linha na qual Áurea Semiseria começou, dialoga musicalmente com o jogo de cintura necessário para se manter na ativa, para enfrentar as dificuldades. E o que podemos concluir disso tudo é que a MC já está há muito tempo escolada, e seguirá dando aulas.  

-“Ágil”, Áurea Semiseria segue altiva ao longo de uma trajetória de 10 anos no rap!

Por Danilo Cruz 

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Bagum: entre o soul, a psicodelia e a dança https://homolog.oganpazan.com.br/2025/08/08/bagum-entre-o-soul-a-psicodelia-e-a-danca/ https://homolog.oganpazan.com.br/2025/08/08/bagum-entre-o-soul-a-psicodelia-e-a-danca/#respond Fri, 08 Aug 2025 14:39:56 +0000 https://oganpazan.com.br/?p=38836 A banda baiana Bagum lançou dois singles, unindo psicodelia, groove e parcerias marcantes, dando o tom do que vem por aí com o lançamento de seu primeiro álbum
Bagum
Capa do single “A Lua que Foi Meu Lençol”.

Agosto começou há menos de uma semana. Mês alvo de piadas relacionadas à sensação de sua demora em se findar, traz consigo o lançamento do álbum Coração; Batalha; Celebração, da banda Bagum.

Este será o primeiro álbum da banda baiana. A notícia do lançamento gera expectativa entre as pessoas (eu entre elas) que acompanham a trajetória do grupo. Isso porque os caras vêm lançando material desde 2018, entre singles e EPs.

Portanto, não se trata de uma experiência nova. Considerando o histórico da banda e a qualidade dos materiais lançados anteriormente, espera-se um álbum que não apenas traga novidades, mas também apresente modos novos de se expressar através das faixas.

E por falar em histórico de lançamentos, cabe lembrar que dois singles — músicas que farão parte do setlist do álbum — já foram lançados, dando uma noção do que teremos no material completo.

Bagum
Arte de Capa do single “Sol e Ares”.

A Bagum produz uma sonoridade bastante atmosférica, com altas doses de psicodelia, que permitem ao ouvinte atento se enroscar em seus sons. Outra característica marcante da banda reside no hábito de convidar artistas de gêneros musicais distintos para participar de seus projetos.

Entre as colaborações mais interessantes está a participação do rapper soteropolitano Vandal, tanto em shows com a banda quanto na parceria no single BIKINIH E CEROLH, lançado em 2022. E tem mais: a cantora Lívia Nery também contribuiu em faixas de EPs e singles do grupo.

O primeiro single lançado em 2025, A Lua Que Foi Meu Lençol, traz a voz marcante da cantora baiana Liz Kaweria. A música apresenta um arranjo primoroso, que imprime sensualidade ao som, gerando uma brisa envolvente e se apresentando como um soul cheio de balanço.

A entrada da voz de Liz conduz a música para um viés mais intimista, dando mais movimento à melodia, complementada pelo groove das linhas de baixo e da levada da bateria. O teclado, usado para complementar o arranjo, oferece elementos cuidadosos, “pincelados” com efeitos que funcionam como detalhes, dando mais consistência à composição.

Logo depois, a banda lançou o single Sol e Ares. Essa música chamou bastante minha atenção pela levada dançante, numa pegada de dance music, na melhor aura das pistas de dança das discotecas.

O guia dessa faixa é o órgão, que conduz a música por solos oníricos e bases expansivas. A guitarra funciona como uma espécie de interlocutor, preenchendo com respostas pontuais — ora com staccatos, ora com frases que se harmonizam com a melodia principal feita pelo órgão.

Ambos os singles apontam para caminhos que parecem conduzir para um álbum pautado pela black music das décadas de 60 e 70. Resta-nos aguardar o lançamento de Coração; Batalha; Celebração e verificar se as especulações aqui levantadas irão se confirmar ou não. 

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Dário Inerente em swingue crítico, “Bloco na Rua” é uma afirmação da força do Rap Baiano! https://homolog.oganpazan.com.br/2025/08/06/dario-inerente-em-swingue-critico-bloco-na-rua-e-uma-afirmacao-da-forca-do-rap-baiano/ https://homolog.oganpazan.com.br/2025/08/06/dario-inerente-em-swingue-critico-bloco-na-rua-e-uma-afirmacao-da-forca-do-rap-baiano/#respond Wed, 06 Aug 2025 14:37:10 +0000 https://oganpazan.com.br/?p=38823 Diretamente do sul da Bahia, Dário Inerente lançou seu primeiro álbum, “Bloco na Rua”, em conexão com grandes nomes do Rap no Brasil!
Dário Inerente
Foto por Augusto Santos aka @method_av

Por mais que não se perceba, todo artista se insere em uma tradição e quando no ano passado ouvi as guias de “Bloco na Rua”, duas percepções distintas me assaltaram. A primeira delas é a óbvia associação com Sérgio Sampaio e o clássico de 1973, “Eu Quero é Botar Meu Bloco na Rua”. A segunda dizia respeito à diferença do Dário que conheci em 2020, por ocasião do lançamento de sua mixtape “Eterna Odisseia para a Luz”. 

No primeiro caso, Dário Inerente se insere em duas tradições, na rica história do boombap feito na Bahia e consequentemente no Brasil, e na relação virtual que o título do seu disco pode suscitar. Porém, ao ouvir “Bloco na Rua” e mesmo já no título, há uma diferença patente e de saída, algo que de certo modo atravessa todo o trabalho e que diz respeito a uma afirmação por parte do MC de Itabuna. Ninguém poderá dizer que ele dormiu de touca, que ele perdeu a boca, que ele fugiu da briga, que ele caiu do galho e não viu saída, ou que ele tenha morrido de medo quando o pau quebrou. 

A uma afirmação e não um desejo em “Bloco na Rua”, ele não quer colocar ele botou – lá ele – o seu bloco na rua, brincando, botando pra gemer, e sobretudo gingando. As 13 faixas que compõe o disco, das quais duas assinadas pelo Jedi, Barba Negra aka O Terrível Ladrão de Loops, uma do Gxtv, uma do pedrvso e uma do Neto (Síntese) transpiram uma afirmação alegre, swingada e séria. 

O Dário Inerente de 5 anos atrás com 18 anos se transformou muito em termos estéticos e pessoais, perdeu o pai nesse ínterim, mas se conservou inteiro e se expandiu, encontrando conexões fora de sua cidade, Itabuna. Com seu primeiro álbum, o MC grapiúna nos mostra não somente a sua, como a riqueza e as possibilidades, muitas vezes não percebidas nem por quem está ao lado, do rap feito no sul da Bahia. 

Há uma tônica: “Boas ideias, diversão levada a sério”, que está presente neste “Bloco na Rua” enquanto uma busca de si mesmo em relação com o mundo. Algo que contagia o ouvinte atento, porque as boas ideias aqui estão a serviço de uma diversão que não seja uma alegria no vácuo, pelo contrário o bloco apresentado é um concentrado de poesia e rima, com swingue, com perspectivas de luta e sobretudo ancoradas no coletivo: “Hip-Hop com a mesma essência, mesma classe, uma nova roupagem”. 

-Leia a matéria que fizemos sobre a primeira Mixtape de Dário Inerente

Tem quem separe alegria de reflexão, corpo e espírito, estudo de diversão, dicotomias que ocidente implantou nos corpos colonizados. E obviamente, a indústria cultural faz uma festa, diante da fragilidade de concepção de que a arte pode e deve ser sempre alegria e reflexão, porque não existe arte que entristece, porque mesmo que ela cause incômodo, ela potencializa o nosso viver se estivermos abertos a pensar o que foi recebido.    

Com a potência do coletivo, perceba como Dário Inerente rima a morte do pai com o pandeiro e o passo bêbado de tristeza do equilibrista, e seguiu, “sem pedir, sem me humilhar, sem atrasar o lado dos outros”. Se isso não é uma bela afirmação de vida, eu não sei mais o que é. Esse é o seu “Abre Alas” onde o MC reza e assopra vida no loop do Barba Negra. E o bloco segue desfilando dessa vez em um beat elegantérrimo do Gvtx, um groove jazzy em “Saber Chegar”, onde o ethos da prudência diante da “Vida Puta” é a malandragem que faculdade não ensinam, mas que é extraída das ruas e sobretudo de uma relação diante da alteridade. 

Dário Inerente
Foto por Augusto Santos aka @method_av

A costura do caos, ao “Estilo do Bairro” produção do Neto (Síntese), traz um beat mais cadenciado, onde o Dário Inerente mostra que também compõe bons refrãos: 

A verdade na pupila, identidade não tá no RG, a minha ira, não paga pra ver, o hype vai o real fica, o instinto e a malícia, pra esquivar da maldade, muita ginga

Em seus versos, Dário Inerente consegue – sem didatismos – entregar pensamentos profundos com uma leveza poucas vezes vista, e que não são frases soltas: “ele tem tudo orquestrado, o fundamento, um pensamento blindado”. Aqui em “Estilo do Bairro”, a estrutura dos versos, vai entregando ao ouvinte a formação e as intenções do MC em um pêndulo que trabalha em um zigue-zague temporal, enquanto o beat marca não somente o tempo, mas também o espaço. Note como ele começa com tudo pronto, mas volta pra infância adolescência (meu jeito estranho, me fez muito mais ágil) e segue nessa toada. 

Apesar de contar com o reforço de grandes produtores, Dário Inerente também produz e o beat de “A Todo Vapor” é dele. Essa é mais uma faixa presente no disco que o amarra tematicamente, hoje é comum ver e até mesmo, se tornou uma distinção simbólica anunciar álbuns conceituais. Muito crítico, bunda mole, e uma parte incauta do público ao ouvir conceitual se mija de emoção. Mas muitas vezes são incapazes de julgar a adequação entre o proposto e o executado, por outro lado essa mesma classe não consegue apreender as soluções de continuidades bem construídas, quando não se fala conceitual.

Neste disco, o conceito – apesar de não ter sido anunciado – avança não apenas com jargões mas através da construção poética e rítmica, como um glorioso desfile da cultura Hip-Hop. A rigor, não existe disco conceitual, pelo menos não na música pop, o conceitual foi utilizado para dar conta de disco que possuíam uma unidade estética e narrativa, que se distinguia dos discos como mero agrupamento de singles. Dário Inerente, com o seu “Bloco na Rua” transforma a poesia das ruas em cordão que unifica o seu/nosso movimento de escuta. 

-Leia no site a matéria que fizemos sobre os singles audiovisuais lançados pelo Dário Inerente 

Os riscos do DJ Noé, a cadência contagiante do beat, mas sobretudo a poética do Dário nos carrega por entre sua vida e sua arte, nos colocando na posição de foliões deste Bloco. Note-se novamente e perceba-se como o movimento é algo sempre constante, quando novamente Dário cita a morte do pai não em termos de fim, mas de partida – para o mistério e o desconhecido – que lhe alimentou a ser esse que por onde passa, bagunça, e que faz da vida esse caminho de quedas e vôos, de coletas e entregas, porém “A Todo Vapor”, independente das velocidades ou lentidões.

Dário Inerente
Barba Negra aka O Terrível Ladrão de Loops aka MC Ralph

Prova disto é a faixa seguinte “Nas Esquinas”, mais uma cortesia do Barba Negra, onde Dário Inerente prossegue blindado em suas palavras por um universo de referência que vai do escancarado Chico Science – já na intro –  a reelaborações poéticas: “a minha fé que eu amolei tal qual a faca mais fina” – “Fé Cega, Faca Amolada”. Diretamente do underground do underground, ou seja, do interior de um estado nordestino, o movimento prossegue e a substância é o carnaval, a força festiva supramencionada, que Dário Inerente toma de empréstimo, para o seu “Bloco na Rua” de afectos e perceptos. De ideias críticas e de construção poética que não almeja o hype, mas a verdade. 

Uma boombpera nojenta, com acentos jazzy, cortesia do monstrinho pedrvso que sobe novamente os bpm’s, é a avenida em “Camisa 10”. Longe de atualizar inimigos imaginários, como muitos rappers fazem hoje, nesta faixa Dário Inerente aponta sua caneta como vendeta, contra uma pá de otário plastificado, e a polícia genocida. Mas, perceba que é o movimento que conduz a crítica, com os riscos do DJ Noé que presentifica nomes como Marcelo D2, Parteum, OQuadro e GOG. 

Único feat do disco com um MC, Dário Inerente convida Davzera, em um diálogo entre Itabuna e a capital, banhado de “Dendê”. Em mais um beat de sua própria autoria, o grapiúna tempera suas rimas com bastante apuro e a força dos orixás. O já conhecido e aclamado no underground brasileiro flow e construção do Davzera se faz presente. No skit que se segue, tem uma reprodução de uma fala de Elis que é famosa: “Eu dou o tiro, quem mata é deus”. 

Dário Inerente
Foto por Augusto Santos aka @method_av

O Skit em questão chama-se “Coisa de Espírito”, e pescando essa frase de Elis, mais do que concordar com a relação possível de causa e efeito, entre o tiro e a vontade de deus, me parece que é a intenção do Dário Inerente que conta aqui. Anos luz de distância de dizer que vai vencer e pipipopopo, ao longo do disco o artista deixa claro que sua intenção é viver com dignidade da sua arte, mas que entende como funciona a indústria e lança sua flecha para o universo, quem tiver condições que a aceite. 

Seguindo “Atento e Forte”, em mais um beat próprio e um dos que achamos mais foda no disco, o MC novamente não se contrapõe, convoca: “quero ver você” e enumera seus obstáculos e hábitos. “Eu já ganhei desde o começo ao entender que isso não é um jogo” canta Dário Inerente no loop de sua autoria e que fecha o disco: “Minha Arma (Outro)”.  “Enquanto eu passo é meu bloco” ele rima em outro momento numa faixa anterior. 

O fim do desfile não é a morte do movimento que percorre todo o excelente trabalho entregue pelo Dário Inerente em “Bloco na Rua”. Estamos de fato, diante de um disco de estreia que como dissemos no começo, se insere em uma tradição e nesse processo este disco é já um dos motores da cultura Hip-Hop no Brasil e em Itabuna. A riqueza que ele traz é também fruto do cenário em que se desenvolveu, e em um processo dialético e de formação, Dário coloca Itabuna no mapa do Rap no país. 

Como sabemos que há muitas vezes por má vontade, problemas de interpretação, vou reformular. Dário Inerente carrega em seu trabalho Itabuna, pois foi lá que ele se formou, junto a outros MC’s e como continuidade de uma tradição que lhe é anterior. “Bloco na Rua” é um disco que traz no nome esse movimento, o bloco posto – Tradição – foi colocado mais uma vez em movimento, e nos parece que o grande mérito desse desfile, além da grande qualidade individual e do esforço coletivo, foi trazer todos os seus e a sua cidade junto.    

-Dário Inerente em swingue crítico, “Bloco na Rua” é uma afirmação da força do Rap Baiano!

Por Danilo Cruz 

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